Investigação Científica, Inovação e Desenvolvimento
Pretende-se desenvolver actividades de I&D e Inovação com orientação para a exploração comercial em áreas chave para a exploração oceânica e suporte às actividades económicas identificadas como prioritárias para o Hypercluster da Economia do Mar em Portugal.
Existem competências em áreas tecnológicas que vão da modelização em hidrodinâmica aplicada às novas formas de energia (ex. energia das ondas), ou ao desenho em construção naval, até à robótica e às comunicações submarinas.
São de considerar as seguintes acções:
#1. Coordenação e integração de linhas de investigação aplicada
Trata-se de coordenar o esforço de investigação científica desenvolvido nos diversos centros existente sobre assuntos do mar e definir os objectivos a atingir, em todos os centros de investigação e entre os que desenvolvem projectos afins.
Sugere-se estabelecer as directivas no arranque dos projectos, avaliar o seu cumprimento ao longo do percurso e verificar, no fim, se os objectivos são atingidos.
Deverá haver a preocupação com a obtenção de resultados práticos, com interesse útil, correspondentes à definição inicial.
Por fim, há que definir normas de gestão para o sector científico (planear, organizar, decidir, executar, controlar) e pô-las em prática, tendo o objectivo em consideração.
#2. Criação de um pólo de competitividade em know-how (HW e SW) relacionado com as actividades económicas do Hypercluster
Pretende-se expandir o campo de acção das empresas que em Portugal ganharam competência internacional em áreas de ponta, tanto no hardware como no software.
Nomeadamente, a extensão da área das comunicações navais a outras aplicações civis e militares das comunicações wireless, a articulação de esforços empresariais para construir uma nova especialização em Portugal numa área de forte crescimento a nível mundial.
Entre essas áreas incluem-se equipamentos para lazer – náutica de recreio, aviação desportiva e ultra leves e motociclos de competição – em que existe já no País um pequeno número de empresas.
Deverá favorecer-se a definição de parcerias entre empresas para uma exploração em consórcio de novas áreas de aplicação das referidas tecnologias que envolverá actividades que vão desde o fabrico ao design, incluindo a concepção de materiais especiais e dos respectivos moldes.
#3. Criação de uma base de apoio à investigação oceanográfica no Atlântico
Esta proposta visa a instalação de um centro de investigação oceanográfica que sirva de base ao desenvolvimento de novas oportunidades de inovação em biotecnologia, incluindo nomeadamente formas de vida em ambientes extremos submarinos.
A instalação permanente nos Açores de um Centro Internacional de I&D atlântica orientado para o estudo das formas de vida nas fontes hidro-termais de grande profundidade existentes na proximidade daquele arquipélago, reforçando a participação de investigadores portugueses nas equipas internacionais que estudam esses fenómenos, terá um impacto estratégico para o nosso País.
#4. Reforço da investigação em ciência e engenharia dos hidrocarbonetos
Esta proposta refere-se à criação de uma base de competências nacional em ciência e tecnologia dos hidrocarbonetos, bem como nas engenharias associadas à exploração offshore de petróleo e gás natural, utilizando para o efeito Universidades Portuguesas, a seleccionar por concurso.
Se executada o mais depressa que for possível, esta proposta pode permitir a Portugal ficar envolvido nas actividades de prospecção e exploração de petróleo e gás natural no offshore (incluindo na bacia energética da África ocidental) e participar no desenvolvimento das tecnologias de transformação dos hidratos de metano.
Para isso, os principais actores a envolver são, para além do Governo português, investidores internacionais da área do petróleo/gás natural e, a criar, parcerias com países produtores de petróleo e IOC’s (International Oil Companies).
#5. Estabelecimento de uma joint-venture internacional na área das fuel cells
Como outro exemplo de parcerias estratégicas, sugere-se o estabelecimento de uma joint-venture entre um grande actor nacional (ex: Arsenal do Alfeite) com um relevante player internacional na área das Fuel Cells (ex: o Grupo Thyssen-Krupp) para a manutenção de submarinos.
Pretende-se transformar aquela base naval portuguesa, a prazo, num especialista em sistemas de propulsão naval a Fuel Cells.
#6. Criação de um pólo de competência internacional em robótica e aviónica avançadas
Recomenda-se a criação de um pólo de competência internacional em robótica e aviónica aplicada a veículos autónomos para exploração submarina e para utilização aérea.
O objectivo é criar competências nacionais na área da robótica submarina e na concepção e construção de mini-submarinos, bem como criar uma competência nacional na concepção e construção de aviões sem piloto para utilizações civis de grande exigência.
O sucesso desta proposta depende da intervenção do Governo Português, dos Governos de países da Aliança Atlântica e de empresas internacionais e poderá mobilizar contrapartidas militares a renegociar.

