O Infante e a sua Visão Estratégica do Mar
por José António Rodrigues Pereira
Capitão-de-mar-e-guerra reformado | Académico Emérito da Academia de Marinha
Académico Honorário da Academia Portuguesa da História | Sócio da Sociedade Histórica da Independência de Portugal
Os Descobrimentos Marítimos – como são conhecidos na Historiografia Portuguesa – foram uma verdadeira empresa Nacional que conjugou os esforços do Estado (o Rei), da Ordem de Cristo (o Infante D. Henrique, seu Governador) e os privados (a burguesia marítima) na prossecução dos seguintes objectivos:
- Exploração geográfica e hidrográfica da costa africana;
- Exploração oceanográfica e meteorológica do Oceano Atlântico;
- Exploração comercial da costa africana;
- Exploração e povoamento das ilhas Atlânticas;
- Desenvolvimento da Arte de Navegar com a utilização da navegação à bolina, a determinação da direcção do navio no alto-mar e ainda o uso dos métodos astronómicos para a determinação da posição do navio;
- Desenvolvimento da arte da construção naval, através da melhoria técnica dos navios e do aumento das suas capacidades militares e de transporte;
- Ocupação dos portos da orla atlântica de Marrocos;
- Domínio das zonas de passagem obrigatória do tráfego marítimo, as chamadas áreas focais.
Portugal era, no início do Século XV, o único país com condições – políticas, económicas e sociais – para iniciar a exploração do Atlântico já antes tentada por muçulmanos, genoves e portugueses desde o Século XIII.
Terminadas as guerras com Castela (1369-1411) surgiram na sociedade portuguesa duas correntes de pensamento estratégico relativamente à orientação da política nacional. Depois da unanimidade relativamente à empresa de Ceuta, logo se desenvolveram duas tendências.
De um lado a nobreza, defendendo o prosseguimento das conquistas territoriais em Marrocos, no seguimento do pensamento típico medieval renovando o carácter de Cruzada contra o infiel muçulmano e com a perspectiva de que eram as conquistas territoriais que faziam a grandeza e a prosperidade dos Estados. Efectivamente, a presença militar no Marrocos Atlântico, permitiria a defesa da costa do Algarve minimizando os ataques de corsários (objectivos estratégicos), ocupando a nobreza guerreira e belicista (objectivos políticos), garantir o abastecimento cerialífero e do ouro (objectivos económicos) enquanto também serviam de “protecção” à navegação de ida para África que então passava próxima da costa africana (objectivos militares).
Mas as sucessivas razias e incursões dos jovens e aguerridos nobre portugueses, em busca de saques (pilhagens) e de mercês pelo seu comportamento bélico, dificultavam o estabelecimento de um comércio pacífico com os marroquinos. Conforme carta de D. Pedro, ao irmão, aquele reconhecia, referindo-se a Ceuta logo em 1426, que “enquanto assim estiver ordenada como agora está, que é muito bom sumidouro de gente da vossa terra e de armas e de dinheiro”[1].
Do outro lado a burguesia, apoiando o abandono das praças africanas, enquanto sorvedouro de homens e dinheiro, e defendendo a política de expansão marítima no Atlântico, característica da Idade Moderna e da Renascença, baseada no conceito, séculos mais tarde definido por Mahan, de que quem domina o mar domina o comércio marítimo; quem domina este, domina as riquezas da Terra e, com estas, domina o Mundo[2].
Tem sido geralmente aceite que os descobrimentos marítimos portugueses se iniciaram, sob a direcção do Infante D. Henrique, após a conquista de Ceuta em 1415. Alguns autores, no entanto, afirmam que mesmo antes da expedição a Ceuta o Infante D. Henrique desejava conhecer o que existia para além das ilhas Canárias e referem tentativas de exploração de novos territórios, antes daquela data.
Quintela[3] e Faria e Sousa[4] afirmam que as primeiras expedições às costas da Berberia se iniciaram no ano de 1412. Segundo aqueles autores, terá sido neste ano que o Infante mandou uma embarcação correr a costa da Berberia e que terá atingido o cabo Não (28º 30’N).
Tendo-se empenhado no socorro de Ceuta, em 1418, ali se demorou o Infante por três meses onde, segundo alguns autores[5], terá procurado obter informações sobre os reinos de Fez e de Marrocos e as terras a Sul daqueles reinos. Foi no regresso desta expedição que dois escudeiros do Infante – Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira – lhe solicitaram carta de corso para actuar no Golfo das Éguas, mas que (supostamente) correndo com o tempo acabariam por atingir a ilha de Porto Santo (1419), já antes referida na literatura medieval[6].
Em 1420, os mesmos navegadores, acompanhados de Bartolomeu Perestrelo, visitaram a ilha da Madeira; estes foram foram os primeiros territórios descobertos pelas iniciativas de D. Henrique, e cuja colonização se iniciou logo naquele ano. Nos anos de 1419 e 1420, realizaram-se outras viagens, tendo os navegadores do Infante passado 60 léguas (300 km) além do cabo Não.
Depois de 1422 intensificam-se as acções de corso patrocinadas por D. Henrique, no Golfo das Éguas e, simultaneamente, as tentativas de navegar para Sul tentando atingir o Cabo Bojador limite das terras então conhecidas na Europa e das navegações cristãs e muçulmanas[7]. As viagens de descobrimento, dirigidas pelo Infante D. Henrique, podem ser divididas em quatro fases distintas:
A primeira fase (1412-1433) é a do estudo dos ventos e correntes do Atlântico Central e da consequente descoberta das ilhas atlânticas;
A segunda fase (1434-1440), a época das descobertas na costa ocidental africana, é assinalada pelas expedições de pequenos navios com o objectivo de avançar o mais possível para Sul e tentar contactos amigáveis com as populações;
A terceira fase (1441-1446), o período das grandes esquadras de caravelas, é caracterizado pela busca do lucro fácil através da apanha de lobos-marinhos, do comércio do ouro e da captura de escravos;
A quarta fase (1447-1460) é marcada pela presença de navegadores e comerciantes italianos (Cadamosto, António Noli, Usodimare, etc) e a eles pertencem as mais pormenorizadas descrições dessas navegações.
Segundo os cronistas, especialmente Gomes Eanes de Azurara[8] (século XV) e João de Barros[9] (século XVI), o Infante mandava anualmente 2 ou 3 navios à descoberta. Nestas viagens situaremos as expedições às Canárias, à Madeira e a transposição dos Cabos Não e Bojador, este último geralmente considerado um enorme feito por ser então o limite do Oceano conhecido. Saliente-se que do Cabo Não ao Cabo Bojador demoraram-se doze anos apesar de representar apenas uma distância de 200 milhas.
D. Henrique, à frente da Ordem de Cristo, teve a visão estratégica que o futuro de Portugal estava no Mar e iniciou a exploração metódica da costa africana e do Oceano Atlântico. Por isso, foi necessário desenvolver novas técnicas de navegação que permitissem aos navios afastarem-se da costa e determinar a sua posição no alto-mar, longe da vista daquela. Era a descoberta da Navegação Astronómica. Além do desenvolvimento dos cálculos científicos que permitia calcular a latitude do navio em alto-mar pela altura dos astros foi também necessário adaptar instrumentos que permitissem a leitura da altura angular dos astros acima do horizonte. E os portugueses adaptaram a essa tarefa o quadrante – já utilizado na agrimensura – e o astrolábio náutico – uma simplificação do astrolábio astronómico existente, pelo menos, desde o Século X.
Também os navios tiveram de ser adaptados às novas condições de navegação. Melhor bolina, pouco calado e pequenas tripulações. Surge a caravela dos descobrimentos segundo alguns originária da caravela pescareza do século XIII, com uma boa capacidade de bolina para poder navegar mais próxima da direcção do vento. Sendo este, ao longo da costa da Berberia, de Nordeste (NE) – os alíseos de NE – o regresso à Europa era feito contra o vento; por isso foi necessário estabelecer uma rota que permitisse “contornar” o vento e atingir o ponto de partida, navegando à vela. A descoberta do regime de ventos permitiu criar a primeira rota oceânica em que os navios estavam longos dias sem avistar terra. A Volta do Largo, mais tarde chamada Volta da Mina.
Os navegadores portugueses adquirem conhecimento que da Berberia, navegando para o mar largo aos rumos Oés-noroeste e depois Noroeste, atingiriam uma zona de ventos Oeste que os traria de regresso à costa portuguesa. Também saberiam que se navegassem demasiado para Oeste cairiam numa zona de calmarias e ventos fracos e que designavam, pelo aspecto das algas nela existente, como Mar da Baga (hoje Mar dos Sargaços). Nessas pesquisas poderá ter o Infante empenhado os seus navios durante os anos de 1419 a 1434. Será assim possível que no início das descobertas os navios do Infante tenham cruzado o Atlântico em várias direcções obtendo um conhecimento empírico dos ventos dominantes com vista ao estudo das rotas de regresso da costa africana. Estas rotas oceânicas estavam também ligadas à introdução da navegação astronómica.
O progressivo avanço para Sul das navegações portuguesas obrigou, obviamente, ao alargamento do arco da Volta do Largo o que levou ao aparecimento das ilhas dos Açores (1427) ainda antes da passagem além do Bojador (1434). A descoberta, pelo piloto Diogo de Silves, da primeira ilha açoriana, Santa Maria, acontece em 1427; esta descoberta, realizada certamente no regresso a Portugal de uma viagem às costas da África Ocidental, aconteceu sete anos antes da ultrapassagem do Cabo Bojador, o que vem confirmar a necessidade do estudo do regime de ventos e correntes no Atlântico como meio de obter a garantia de regresso da costa africana.
A passagem do Bojador seria temida pelos navegadores do Infante, não pelo receio do lendário Mar Tenebroso dos geógrafos árabes, mas pela dificuldade do regresso que se efectuava contra os ventos dominantes. O regresso de além Bojador só é possível, navegando à vela, fazendo a Volta pelo Largo, procurando ali ventos mais favoráveis mas afastando muito os navios da costa, o que não era habitual naquela época. Barros[10] levanta uma ponta do véu ao afirmar que Gil Eanes falhou a tentativa de 1433 por encontrar ventos desfavoráveis – eventualmente alteração de ventos – que fez o seu regresso pelas Canárias e ainda que vinha decidido a repetir a viagem no ano seguinte. Pode admitir-se que ele tenha sido surpreendido por uma tempestade de ventos Leste, frequentes naquela zona e hoje bem descritos nos roteiros de navegação, mas que, sendo pouco conhecidos naquela época, o levassem a não se aventurar em águas desconhecidas com ventos diferentes do habitual. No ano seguinte, com o auxílio dos alísios de Nordeste o famoso promontório foi ultrapassado sem dificuldades pelo mesmo navegador.
Descoberta a rota de regresso de África, encontrado o navio capaz de efectuar essas viagens e encontrado o método de determinação da posição do navio no alto-mar, estavam criadas as condições cientíticas para se prosseguir com segurança, a exploração da costa africana. D. Henrique e os seus homens – cientistas e navegadores – tiveram ainda de superar outra dificuldade; cartografar as novas regiões, desenhando com rigor as suas costas, rios abrigos e perigos. É a Escola de Cartografia Portuguesa surgida no Século XV, modificando as normas e conceitos dos portulanos mediterrânicos da Idade Média e trazendo-nos para a moderna cartografia.
Para todas estas tarefas, contou o Infante com a experiência prática dos navegadores algarvios e com a técnica de cientistas estrangeiros que contratou para o seu serviço, reunindo em Portugal o que de melhor havia na Europa quanto a astronomia, cosmografia e cartografia, e sem olhar a nacionalidades ou credos religiosos. O cosmógrafo Jaime de Maiorca é um dos exemplos. Ao atingirem Cabo Verde, o ponto mais ocidental do continente africano, eram já conhecidos dos navegadores portugueses os regimes dos alísios, dos ventos de Oeste e a zona de calmarias do mar da Baga. De outro modo é difícil inserir no esforço dos descobrimentos henriquinos as viagens de Diogo de Silves, Gonçalo Velho e Diogo de Teive e que levaram à descoberta e posterior povoamento do arquipélago dos Açores.
Em favor dos argumentos apresentados apontam-se os seguintes factos:
* Porto Santo e Madeira são oficialmente descobertas depois de expedição de socorro a Ceuta em 1418.
* O Cabo Bojador foi ultrapassado em 1434 quando já eram conhecidas as ilhas dos Açores do Grupo Oriental e do Central.
* Na mesma época era já referenciado o Mar da Baga ou dos Sargaços.
* Quando já é conhecido todo o arquipélago dos Açores (1452) os portugueses encontravam-se no Cabo Roxo, junto ao Rio Cacheu e a 850 milhas a Sul do Cabo Bojador, o que significa um avanço de cerca de 45 milhas por ano; e repare-se que de Santa Maria às Flores são aproximadamente 400 milhas, isto é, metade daquela distância.
Entretanto, em 9 de setembro de 1438 faleceu o monarca D. Duarte, um ano após a desastrosa expedição contra Tânger. Termina aqui o que poderemos designar por segunda fase dos descobrimentos henriquinos, e que decorre desde 1434 a 1440. Este período foi caracterizado, como atrás foi citado, pelo objectivo da pesquisa e investigação de novas terras nos seus aspectos científicos, humanos e comerciais. Cifrou-se num avanço das navegações de 500 milhas para sul do cabo Bojador e 900 milhas para oeste da costa portuguesa, ou seja a exploração de uma área do Atlântico Norte superior a um milhão de km2 (+/- 300.000 milhas quadradas), tarefa ciclópica face aos limitados meios técnicos daquela época.
Mas este enorme projecto também teve os seus mártires. Em 1445 Gonçalo de Sintra, enviado para continuar os descobrimentos além do cabo Branco e das ilhas de Arguim, foi fundear numa baía 16 léguas (80 km) a Norte daquele cabo e tentou internar-se com a lancha por um esteiro, levando consigo 12 homens; ficando em seco na vazante, foram atacados por mais de 200 nativos e ali morreu com mais 7 homens; o local situado 14 léguas (70 km) além do Rio do Ouro ficaria conhecido como angra de Gonçalo de Sintra (22º 50’N). Foram os primeiros portugueses mortos nestas expedições. No ano de 1446 partiu Nuno Tristão numa caravela com instruções de passar além do cabo dos Mastros. Percorrendo mais de 60 léguas (300 km) além do cabo Verde, entrou na foz de um grande rio que decidiu explorar com o seu batel; 13 almadias com cerca de 80 nativos cercaram e atacaram o batel com setas envenenadas. Morreram Nuno Tristão e outros tripulantes que com ele se encontravam; a caravela regressaria a Portugal com o escrivão e 4 grumetes, levando mais de dois meses na torna-viagem. Esse rio, 320 km (173 milhas marítimas) a Sul de Cabo Verde, ficaria conhecido pelo rio de Nuno. Mas as investigações divergem quanto à sua exacta localização.
Em 1445, a Bula Romanus Pontifex, confirma a atribuição ao Infante, do monopólio do comércio e da navegação para Sul do Bojador, dando-se início à doutrina do Mare Clausum[11]. Na década de 1450 surgiram os mercadores italianos – António da Noli, Antoniotto Usodimare, Aluise Cadamosto – promovendo novos investimentos, uma maior ligação com os circuitos do grande comércio europeu e dotando os portugueses com os conhecimentos (o savoir-faire) dos profissionais do trato comercial e marítimo[12]. Iniciava-se a 4ª fase dos descobrimentos.
O Infante cedo percebeu que a conquista de Marrocos era tarefa que excedia as capacidades nacionais e, por isso procurou um aliado cristão para esse combate. Ao contrário do que por vezes é afirmado, o Infante não sonhava atingir a Índia propriamente dita, mas apenas a Índia Etiopica de Zurara, em busca da ajuda do Preste João personagem semi-mitica identificada naquela época como o Nëgurä Nägäst, o imperador cristão da Etiópia, cujos domínios se pensava, então, atingirem o Atlântico[13] Zurara atribuiu ainda ao Infante o desejo de saber a “espessura” da camada islamizada de África Setentrional e de encontrar além dela, um aliado, além de intenções de envangelização e de comércio. Mas até 1441, data da chegada a Lagos dos primeiros escravos azenegues (da Mauritânia), e que foram baptizados, não houve qualquer acção missionária naqueles territórios e que, antes de 1442 não são referidas grandes expedições comerciais[14].
Mas, o início do comércio com a costa africana, com os seus lucros, levou uma parte da pequena nobreza a converter-se à exploração do comércio marítimo. Em 1455 trava-se, no Rio Gâmbia, o primeiro combate naval naqueles novos territórios quando três caravelas portuguesas são obrigadas a abrir fogo com artilharia e bestas, contra numerosas almadias que as atacavam com setas envenenadas. Foi também a visão estratégica de D. Henrique que o levou a mandar construir (1455) a Feitoria de Arguim, o primeiro entreposto comercial europeu na África Sub-Sahariana para ali concentrar o comércio daquela região e dar apoio aos navios daquela rota. No ano de 1460, Pero de Sintra e Soeiro da Costa atingiram a região da Serra Leoa (8º 30’ N) que representaria o limite das expedições henriquinas.
A 13 de Novembro de 1460 morreu em Lagos, com 62 anos de idade, o Infante D. Henrique, Governador da Ordem de Cristo, Duque de Viseu, senhor da Covilhã, cognominado o Navegador, embora apenas tenha navegado até ao Norte de África. No entanto, sob a sua direcção, os portugueses descobriram e exploraram uma extensa área marítima compreendida entre os paralelos de 40º N e 8º30’N e os meridianos 8º 30’ W e 31º 30’ W de Gw representando cerca de 6.000.000 de km2 (1.76 milhões de milhas quadradas) uma área semelhante à actual zona de responsabilidade SAR., ou seja uma área correspondente a 83,3% da Europa (sem a Rússia) ou, de outro modo a 132% da área da União Europeia (ainda com o Reino Unido incluido).
A visão do Infante D. Henrique permitiu a Portugal iniciar uma nova era na navegação marítima, estabelecer os primórdios dos conceitos de Estratégia Marítima desenvolvidos por D. João II e que tornariam Portugal numa Potência Marítima Mundial. A expansão marítima portuguesa iniciada em 1415 com a tomada de Ceuta, levaria Portugal, em pouco mais de um século a navegar ao longo da costa africana (1412-1488), chegar à Índia (1498), ao Brasil (1500) à China (1512) e ao Japão (1542). Foi a época dos descobrimentos que pôs em destaque as amplas possibilidades do transporte marítimo oceânico e as suas capacidades económicas e militares. As rotas marítimas oceânicas tornariam Portugal numa potência mundial permitindo-lhe um domínio económico daquelas novas rotas e mercados e também a sua projecção militar nas zonas distantes que descobria.
Segundo afirmou um estrategista norte-americano do Século passado – cujo nome não consegui obter – um pequeno país só pode ser uma grande potência se dominar uma ciência ou uma tecnologia. E, através da acção de D. Henrique, Portugal dominava a ciência da navegação astronómica e a tecnologia das rotas marítimas oceânicas. Disse!
Porto, 4 de Março de 2022
José António Rodrigues Pereira
[1] Artur Moreia de Sá. “A Carta de Bruges do Infante D. Pedro de 1426” in Biblos, XXXVIII, Coimbra, 1952.
[2] Alfred Thayler Mahan. The Influence of Sea Power Upon History 1660-1805. Presidio Press, Novato, 1987, pp. 32-33.
[3] QUINTELLA, Inácio da Costa. Anais da Marinha Portuguesa.
[4] SOUSA, Manuel Faria e. Ásia Portuguesa.
[5] QUINTELLA, Inácio da Costa. Anais da Marinha Portuguesa e SOUSA, Manuel Faria e. Ásia Portuguesa.
[6] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 53.
[7] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 54.
[8] ZURARA, Gomes Eanes de. Crónica de Guiné.
[9] BARROS, João de. Da Ásia.
[10] BARROS, João de. Da Ásia.
[11] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 81.
[12] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 81.
[13] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 54.
[14] Luís Filipe F. R. Thomaz, A Expansão Portuguesa. Um Prisma de Muitas Faces. Gradiva, Lisboa, 2021, p. 54.
