Náutica de Recreio e Turismo Náutico
As actividades económicas em Portugal, relacionadas com o componente Náutica de Recreio e Turismo Náutico, revelam uma grande atractividade como “negócio” e condições de forte competitividade face aos seus principais concorrentes e constituem, uma das áreas prioritárias com potencial de desenvolvimento e contribuição para geração de riqueza e emprego nacionais.
#1. Instalação e desenvolvimento de Centros de Mar
Com o objectivo de configurar, impulsionar e promover os Desportos Náuticos e a Náutica de Recreio na região onde se insere e ao mesmo tempo dinamizar actividades complementares, (como o Turismo de Cruzeiros, Eco-turismo e Turismo de Natureza, Investigação e Formação) recomenda-se a criação de “Centros de Mar” em locais estratégicos do país.
#2. Elaboração de um Plano Estratégico de localização e implantação de apoios à Navegação de Recreio (Marinas, Portos de Recreio, Docas, Abrigos …)
É essencial elaborar um Plano Estratégico que promova a construção de portos de escala considerados fundamentais ao estabelecimento de uma cadeia de abrigos e apoios para a navegação de recreio, criando oportunidades ao investimento e à exploração pelo sector privado de todas as instalações portuárias de recreio para as quais possa existir um mercado de suporte e estudar modelos contratuais e linhas de apoio financeiro e logístico à criação ou utilização pelos clubes e associações de apoios específicos essenciais à formação e prática das modalidades desportivas náuticas.
#3. Dinamização das actividades de Cruzeiros Turísticos
Alguns dos portos nacionais recebem já navios de cruzeiro, mas de forma incipiente, dado não reunirem condições de atractividade suficientemente interessantes para constituir grandes portos de escala, mas, em contrapartida, localizam-se junto a locais dotados de enormes recursos e produtos turísticos de elevado potencial.
A dinamização das actividades de Cruzeiros Turísticos passa por tirar partido desses recursos e produtos (desportos náuticos, ecoturismo, áreas de paisagem protegida, rotas de vinhos, golfe ou património monumental) localizados na sua envolvente, em cooperação com os operadores locais e regionais, para criar um novo produto turístico com características inovadoras e com factores de atractividade suficientemente fortes para cativarem os operadores deste tipo de cruzeiros, incluindo actividades alternativas, mas exclusivas (desportos náuticos, torneios de golfe, rotas de vinhos, excursões às "Cidades Património Mundial", visitas aos centros históricos) que garantam a ocupação do turista aquando da sua estada em terra.
#4. Criação de uma rede de Apoios Náuticos
Criar, a curto prazo, nas praias e frentes ribeirinhas e/ou junto a planos de água adequados à prática de desportos náuticos, uma rede de locais onde seja possível alugar embarcações e equipamentos de recreio náutico e/ou receber aulas particulares sem necessidade de marcação prévia, permitindo a desportistas náuticos, turistas e demais utentes a prática e/ou aprendizagem de desportos náuticos sem que seja necessário dispor de embarcação própria ou ser associado de um centro ou clube náutico.
#5. Criação e Dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”
Para aumentar a atractividade turística da cidade de Lisboa é necessário transformá-la e dotá-la de um espaço de escala apetecível para as embarcações de recreio que passam ao longo da costa portuguesa, e num porto de partida/chegada para viagens de cruzeiro e não apenas porto de escala.
#6. Estruturação, Desenvolvimento e Promoção de produtos turísticos ligados à Náutica de Recreio e Turismo Náutico – Plataforma de Comercialização
A constituição de uma Plataforma Integrada de Promoção e Comercialização, de carácter virtual e informatizada, englobando as empresas e produtos associados, é uma medida estruturante.
Deverá proceder-se ao enquadramento da oferta turística que se pretende promover, em verdadeiros produtos turísticos, em acções paralelas, concertadas e integradas, disponibilizando, nos mercados turísticos e desportivos nacionais e internacionais, com especial destaque para os países do norte e interior da Europa e Norte de África, produtos integrados, com capacidade de se impor eficazmente nos circuitos de comercialização e de distribuição internacionais, promovendo e vendendo a oferta de forma mais eficaz, valorizada e concertada.
#7. Desenvolvimento de know-how e qualificação das competências de gestão e técnicas
É necessário, intervir ao nível dos agentes económicos, melhorando a sua capacidade de gestão (visão, liderança, inovação, dinamismo e profissionalismo), de cooperação e o seu conhecimento do componente e respectivo mercado.
Para elevar as capacidades de gestão e o nível médio de habilitações nestas actividades há que estabelecer, em parceria com instituições do ensino superior e equivalentes.
